15/06/2009

PAPAGAIO


Papagaio
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Para outros significados de Papagaio, ver Papagaio (desambiguação).
Papagaio

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psitaciformes
Família: Psittacidae

Alguns gêneros

Amazona
Cyanoliseus
Eos
Psittacus


O papagaio é uma das muitas aves pertencentes à ordem dos Psitaciformes, família Psittacidae; vivem cerca de 100 anos e tem apenas 3 filhotes durante sua vida. Os papagaios têm como característica um bico curvo e penas de várias cores, variando muito entre as diferentes espécies. Alguns papagaios são capazes de imitar sons e, inclusive, a fala humana. A família Psittacidae inclui também as araras, piriquitos e maracanãs, jandaias, piriquitões e apuins.

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Algumas espécies
Gênero Amazona
Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva)
Papagaio-de-hispaniola (Amazona ventralis)
Papagaio-de-porto-rico‎ (Amazona vittata)
Papagaio-de-santa-lúcia (Amazona versicolor)
Papagaio-de-são-vicente (Amazona guildingii)
Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea)
Papagaio-do-mangue (Amazona amazonica)
Papagaio-galego (Amazona xanthops): provavelmente extinto no estado de São Paulo
Papagaio-charão (Amazona pretei)
Papagaio-grego (Amazona amazonica)
Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis)
Papagaio-moleiro (Amazona farinosa)
Phauã (Amazona rhodocorytha)
Gênero Cyanoliseus
Papagaio-da-patagónia (Cyanoliseus patagonus)
Gênero Eos
Papagaio-escarlate (Eos bornea)
Gênero Psittacus
Papagaio-cinzento (Psittacus erithacus)

CALOPSITA


Origem

Originária da Austrália, é um Psitacídeo da família das Cacatuas. Na natureza alimenta-se de sementes, além de frutos e insetos. Diferentemente dos outros Psitacídeos que preferem o topo das árvores, costuma alimentar-se no chão. Descrita cientificamente pela primeira vez em 1792, a Calopsita começou a fazer parte dos aviários europeus apenas em 1884 e teve maior expansão a partir de 1949 com o surgimento da primeira mutação, a Arlequim, na Califórnia.


SUGESTÕES

Calopsitas

Casal de Calopsita + viveiro
Produtos indicados

Bolsa para transporte

Gaiola Playground

Playground grande

Gaiola para 3 aves

Gaiola




Características

Com sua beleza exótica destacada pela crista ereta, a Calopsita ornamenta o ambiente onde está. Torna-se ainda mais atraente por seu tamanho médio, de cerca de 30cm, e grande diversidade de cores. Permite compor viveiros com diversidades de espécies, uma característica restrita à maioria das aves, aceitando com o seu temperamento pacífico também o convívio com pássaros menores. As qualidades vão além. Não incomoda a vizinhança por não ser barulhenta e pode nos trazer alegrias adicionais, aprendendo a falar e assobiar. É ainda fácil de criar, pois come pouco, reproduz-se com facilidade e não é destruidora, além de viver bastante, em média 20 anos.

É uma ave muito fácil de criar e por isso é recomendada para iniciantes e para quem quer ter pouco trabalho. É resistente à doenças. São aves fortes, que raramente adoecem. Com tanta saúde, a Calopsita vive muito e comumente morre de velhice.

Outra facilidade dessa ave é a procriação. Por ser criada há muito tempo em cativeiro, a Calopsita já está predisposta a reproduzir fora do ambiente natural sem grandes exigências. Não que a Calopsita dispense todas e quaisquer exigências para acasalar e botar ovos, mas as poucas de que precisa além de serem simples já são conhecidas, eficientes e estão divulgadas em literatura.

O fato de o macho e a fêmea diferirem fisicamente na maioria das mutações auxilia muito quando se pretende formar um casal. A Calopsita também é uma ótima mãe. Não é daquelas que rejeitam chocar os ovos ou cuidar dos filhotes e acabam por transferir ao dono parte das tarefas da maternidade. Muito pelo contrário.

Até na dieta a Calopsita simplifica a vida dos donos e criadores. É composta principalmente por ração e sementes, que se encontram com facilidade nas lojas, e os complementos são comuns, como frutas e verduras.

Diferenças entre machos e fêmeas

Padrão Normal: Macho tem cabeça amarela e crista amarelo mais forte.
Padrão Canela: Macho mais escuro.
Padrão Pérola: O macho maduro perde quase totalmente o perolado.
Padrão Lutino: Macho não tem estrias amarelas na face inferior da cauda.
Padrão Cara Branca: Macho tem cabeça branca.
Padrão Arlequim: Macho não tem listras e nem estrias amarelas na cauda.
Padrão Fulvo: É um dos padrões em que é mais difícil notar o dimorfismo. Via de regra, a fêmea tem cores mais brilhantes.
Padrão Cara Amarela: A principal diferença é o amarelo da bochecha, que é mais forte no macho.
Padrão Prata: Diferencia-se da mesma forma que o padrão normal.

Originária da Austrália, na natureza a Calopsita é cinza com as bordas das asas brancas, bochechas vermelhas, crista amarelo – acinzentado nas fêmeas e amarelo nos machos, que também apresenta a cabeça dessa cor. É o que os criadores chamam de padrão silvestre ou normal. Quando surgem aves mutantes na natureza, ostentando outras combinações de cores, dificilmente sobrevivem. Elas são vítimas mais fáceis de predadores, pois a coloração diferente ganha destaque e colabora para uma visualização mais rápida da ave. A partir do padrão silvestre, a criação selecionada fixou diversos padrões e também muitas variedades que se caracterizam pela mescla de padrões distintos.

Padrão Canela: Parecido com o padrão Normal, mas difere na cor do corpo, que é marrom em vez de cinza, e na tonalidade mais clara das pernas e dos olhos.

Padrão Pérola: De forma geral, apresenta na cabeça duas manchas vermelhas laterais, as faces são amarelo salpicado de cinza, a crista amarela é riscada de cinza, as penas das costas podem variar do branco ao amarelo. As penas das asas são cinza com faixas amarelas. A cauda é amarela, o peito e a barriga, listrados de amarelo e cinza.

Padrão Lutino: O branco predomina no corpo. Os olhos são vermelhos, os pés rosados, a crista amarela, o bico marfim, a cabeça amarelada com bochechas vermelhas. Nas asas e na cauda também há um pouco de amarelo.

Padrão Arlequim: Padrão bem variável, pode ser parecido ao padrão normal ou até apresentar pouquíssimo cinza e, sim, o amarelo – claro. A cabeça é amarelo – forte, bochechas vermelhas e crista amarela.

Padrão Cara Branca: As cores dominantes são o cinza – escuro, o preto e o branco. O macho tem cabeça branca, crista cinza e bordas das asas brancas. A fêmea tem o corpo cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas.

Padrão Fulvo: Semelhante ao padrão canela. A cor predominante no corpo é o canela – pálido com manchas de amarelo – suave e com a face amarelo forte. Os olhos são vermelhos.

Padrão Prata: Há duas formas distintas. A chamada recessiva e a dominante. Na recessiva, os olhos são vermelhos e o cinza do corpo é prateado. As demais características são iguais à do padrão normal. Na dominante o tom do corpo é prateado – pastel. Os olhos são pretos, as pernas cinzas e as faces e a crista são amarelo-forte.

Padrão Cara Amarela: Ainda não há notícia de sua existência no Brasil. É muito semelhante ao padrão silvestre. A principal diferença é a cor da bochecha. Em vez de ser vermelha é amarela.

07/06/2009

PERSONATA


PERSONATAS




É uma das quatro espécies que apresenta um aro branco em volta dos olhos ( personata, fischers, lilianae e nigrigenis) e é também conhecida por “Black” devido á sua cabeça ser preta.. Mede aproximadamente 16 cm e pesa de 48 a 55g, sendo que as fêmeas são sempre maiores que os machos. Não apresenta dimorfismo sexual e é a segunda espécie de agapornis em maior número no mundo.

A criação de personatas é um pouco mais difícil que os roseicollis , mas sem problemas de maior. Os personatas são a espécie de agapornis que constrói o ninho de forma mais elaborada, fazendo ninhos cobertos com material carregado pela fêmea no bico.

A postura é de 4 a 5 ovos, podendo chegar aos 8, e o período de incubação é de 22 dias. Os filhotes abandonam o ninho com 5 a 6 semanas de vida.


Mutações

Dominantes – Slaty

Parcialmente dominantes – Violeta e Factor Escuro.

Recessivas – Azul, Ino (lutino/ Albino), Fallow, Arlequim e diluído

05/06/2009

PIRIQUITO AUSTRALIANO



O periquito-australiano ou periquito-comum (Melopsittacus undulatus) é uma espécie de ave psitaciforme pertencente à família Psittacidae. É um animal de estimação muito popular. Apesar do nome popular, o periquito-australiano, é mais próximo dos papagaios do que do grupo dos periquitos.

Os periquitos-australianos são aves pequenas, com uma envergadura média de 18 cm. Em cativeiro, têm uma esperança média de vida de 12 anos.

Na Natureza, o periquito-australiano ocorre nas zonas interiores da Austrália, habitando em zonas áridas. A plumagem natural da espécie é em tons de verde. As penas das costas e zona superior das asas são pretas, bordejadas a amarelo. A zona da face é amarela. O macho tem a carúncula (saliência acima do bico) azul, enquanto que a da fêmea é em tom castanho. Em cativeiro, foram desenvolvidas outras colorações artificiais, sendo as mais conhecidas em tons de azul, ou totalmente brancas. Os periquitos-australianos selvagens são menores que os criados em cativeiro.

Os periquitos-australianos alimentam-se quase exclusivamente de sementes de gramíneas, quando em estado natural. Em cativeiro, a dieta é complementada com verduras, frutas, farinhadas e outros complementos alimentares.Verduras:chicória molhada,espinafre;já frutas:banana,laranja .Não dê de maneira nenhuma abacate e semente de maça,pois contém substâncias nocivas para a saúde dos periquitos-australianos.

Os periquitos-australianos são uma das duas únicas espécies de aves psitaciformes verdadeiramente domesticadas pelo homem (a outra é o inseparável-de-faces-rosadas). A espécie é alvo de selecção artificial e reprodução em cativeiro desde a década de 1850. Os periquitos-australianos podem aprender a falar. A ave doméstica registada com o maior vocabulário foi um periquito-australiano chamado Puck

31/05/2009

PASSARO PRETO DO BREJO OU CHOPIM DO BREJO


É um pássaro de canto melodioso, que é um assobiar forte, sua coloração pardo-anegrada, com dorso um pouco oliváceo, barriga amarela e bico preto e pontiagudo, tornão fácil sua identificação.
Fonte: pesc





Nome Vulgar: PÁSSARO PRETO DO BREJO OU CHOPIM DO BREJO
Nome Científico: Pseudoleistes guirahuro
Família: Icterídae
Peso: 60 a 70 g
Tamanho: 24 a 27 cm

Descrição: É um pássaro de canto melodioso, que é um assobiar forte, sua coloração pardo-anegrada, com dorso um pouco oliváceo, barriga amarela e bico preto e pontiagudo, tornão fácil sua identificação. Tece seus ninhos com perfeição em forma de cesta aberta, criando de dois a três filhotes. Alimenta-se de grãos e sementes que encontra nos brejos. Quando o bando muda para outro local, costumam cantar em vôo. Vivem nos brejos, na várzea com capim alto, quase sempre em bandos. Ocorre no sul do Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro, no Estado de Minas Gerais são facilmente encontrados em gaiolas, devido a grande apreciação de seu canto.

TANGARA REI


(Antiphonia galeata)


Distribuição
Maranhão, Piauí, Mato Grosso, Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
Postura
2 ovos.
Habitat
Matas.
Incubação
17 a 19 dias.
Fêmeas e jovens
Fêmeas e jovens são verde-oliva; os machos jovens logo apresentam pintas avermelhadas na cabeça mas só atingem a coloração adulta com dois anos de idade.
Comportamento e reprodução
Muito difícil a reprodução em cativeiro. Os machos são muitos agressivos e acabam matando a fêmea. A reprodução talvez só seja possível deixando a fêmea num viveiro ou gaiola e o macho só deve ser introduzido quando se perceber que a fêmea aceitará a cópula; o macho deve ser retirado imediatamente. A feitura do ninho, incubação e trato dos filhotes são responsabilidade da fêmea. O Tangará Rei é muito pouco conhecido, mas dos mais fantásticos do Brasil.
Tipo de ninho
Em forma de taça.
Tamanho
14 cm.
Anel
3,2 mm.

SANHAÇO-DE-FOGO


Hepatic Tanager (Piranga flava), photographed at the "Park Way", in Brasília, Brazil.
Text, in english from Wikipedia, the free encyclopedia:
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Hepatic Tanager
Conservation status
Least Concern
Scientific classification
Kingdom: Animalia
Phylum: Chordata
Class: Aves
Order: Passeriformes
Family: Cardinalidae
Genus: Piranga
Species: P. flava
Binomial name
Piranga flava
Vieillot, 1822
The Hepatic Tanager, Piranga flava, is a medium-sized American songbird. Traditionally placed in the tanager family (Thraupidae), it is now thought to be much closer to cardinals (Cardinalidae).
The habits of the Hepatic Tanager are similar to those of the Western Tanager.
Its range includes Arizona, New Mexico, Texas, and Mexico.
It is larger and stockier than other tanagers and has a relatively short tail and a stout bill. Its brightest color is always on its forehead and throat. In all plumages, it has grey flanks, dusky cheeks, and a dark eye streak. The female is yellow, and the male is red. Its average weight is 1.3 oz (38 g). Its average wingspan is 12.5 in (31.8 cm) and length 8 inches (20.3 cm).
Its call is a low, dry chup like the Hermit Thrush. Its song is clearer than other tanagers, and it is like the Black-headed Grosbeak. Its flight call is a husky and rising weet.

Texto original em português do site da Federação Sociedade Ornitológica de Minas Gerais,
Nome Científico: Piranga flava.
Nome Comum: Canário-do-mato.
Distribuição: Todo Brasil exceto a Amazônia Florestal.
Habitat: Vive na mata rala e decídua, cerrado e capões de eucalipto.
Características: 17,5cm de comprimento, 38g (macho).
Espécie de vasta distribuição, notável pelo colorido vivo e acentuado dimorfismo sexual. Seu canto é uma estrofe melodiosa, embora pouco variada.
Hábito alimentar Frugívoro. Água Filtrada, renovada diariamente, em bebedouro limpo.
Frutas, legumes e verduras Frutas: maçã, mamão, laranja, goiaba, caqui, banana e frutas de época. Legumes: cenoura ou beterraba. Verduras: escarola, serralha, couve. Ração Diariamente: ração peletizada comercial para sabiás. Alguns criadores fornecem ração para cães filhotes triturada, de maneira que se formem partículas de diversos tamanhos.
Mistura branca Deve ser adicionada diariamente às frutas batidas no liquidificador, às quais darão sabor, corpo e consistência ao alimento a ser servido. A mistura deve ficar bem homogênia, e guardada em recipiente fechado: 4 partes de Neston, 3 partes de farinha láctea, 1 parte de levedo de cerveja, 1 parte de Dextrosol, 2 partes de Meritene sabor baunilha, 3 partes de leite em pó e 2 partes de aveia instantânea. Utiliza-se 1 colhere das de sopa bem cheias dessa mistura para cada 1/2 litro de frutas batidas. Papa de frutas Deve-se escolher 2 a 4 frutas ou legumes para serem processados no liquidificador com a mistura branca. A papa deve ter consistência bem firme, o que irá determinar a aceitação e a higiene das aves. O mel pode ser utilizado para melhorar a palatabilidade. Esta papa tem a duração aproximada de 5 horas sem azedar, sendo que jamais deverá ficar exposta ao sol. A papa deve ser servida logo pela manhã e retirada no início da tarde. No período da tarde ofereça frutas "in natura", que serão retiradas ao final do dia.
Cantaxantina Nutriente utilizado para intensificar a coloração das penas. Recomenda-se a utillização de 6 gramas/kg da mistura branca, durante a época de muda. Não é necessária sua utilização nos casos em que a beterraba e a cenoura fazem parte da dieta do pássaro. Alimento vivo Oferecer cerca de 5 larvas para cada pássaro 3 vezes por semana, durante o ano todo. Até 30 larvas de Tenebrio molitor/dia por fêmea com filhotes.
.Período de reprodução Primavera e verão. Gaiola do reprodutor 80cm de comp. x 40cm de alt. x 40cm de larg.
Período de descanso Outono e inverno. Gaiola da matriz 80cm de comp. x 40cm de alt. x 40cm de larg.
Fêmeas e filhotes A fêmea é esverdeada e possui o lado inferior amarelo vivo; o macho imaturo é de plumagem mista verde e laranja, permanecendo assim por um ano. Ninho Tipo taça, feito em arame e sisal, com 10cm de diâmetro e 6,5cm de profundidade.
Maturidade sexual 12 meses. Material p/ ninho Fibra de sisal, fibra de coco e raízes e talos de capim.
Incubação 2 a 3 posturas por temporada, 2 a 3 ovos/postura, 13 dias de incubação, podendo os filhotes serem separados da mãe aos 35 dias de idade. Anel No. 5.

26/03/2009

BICO DE LACRE


Aves em Portugal - Bico-de-lacre comum


Nome comum: Bico-de-lacre comum

Nome Científico: Estrilda astrild

Nome em inglês: Common Waxbill

Pertencente à família Estrildidae esta ave de, aproximadamente 10 centímetros, é considerada uma das mais numerosas espécies de pássaros no planeta. É uma espécie originária da África, sendo introduzida em Portugal em 1964.

Apresenta uma cor cinzenta ou acastanhada, com o bico vermelho-vivo e com uma marca nos olhos também vermelha. É extremamente dificil determinar o género destas aves à vista desarmada. As marcas do macho apresentam, muitas vezes, um maior contraste e umacoloração no peito mais intensa. No entanto isto não constitui uma garantia segura. A exibição do macho é o único sinal seguro.

É uma espécie essencialmente granívora, consumindo muito raramente insectos. Esta ave encontra-se associada a uma grande variedade de meios, que vão desde habitats associados a zonas húmidas, como caniçais e outra vegetação que bordeja as linhas de água, assim como a arrozais e outros meios agrícolas. Provavelmente, a sua facilidade de adaptação a diferentes habitats, foi um dos factores mais importantes para o sucesso da sua introdução no nosso país.

Em Portugal nidifica praticamente ao longo do ano todo, excepto nos meses mais frios, o que também terá contribuido para o rápido sucesso da sua expansão. Tem várias posturas anuais, normalmente constituida por 4-6 ovos, brancos, e o periodo de incubação situa-se entre os 11 e os 12 dias. Os juvenis permanecem no ninho entre 17 a 21 dias. As crias são distaintas dos adultos pois apresentam uma plumagem incompleta e o bico preto.

Apenas como curiosidades...em Portugal esta ave expandiu-se mais rapidamente para o norte (cerca de 13km/ano) do que para o sul (6km/ano) a partir da área de introdução, e um dos locais de melhor observação situa-se no Algarve, na Ria Formosa.

SAIRA SETE CORES


Nome popular: SAÍRA-SETE-CORES

Nome científico : Tangara seledon



Distribuição :Sul e sudeste.

Habitat :Matas.

Fêmeas e jovens : As fêmeas e os jovens apresentam coloração com menos brilho.

Outras formas :No Brasil ocorrem cerca de dezenove espécies do gênero Tangara , todas de rica coloração. Algumas das mais conhecidas são:

Saíra-militar ou Saíra-de-lenço ( Tangara cyanocephala ) a Femea tem coloração mais opaca.

Saíra-Paraíso ( Tangara chilensis ) O macho e a fêmea são iguais.

Saíra-sapucaia ( Tangara peruviana ) A fêmea é esverdeada, sem perder o castanho da cabeça.

Saíra-largata ( Tangara desamaresti ) O macho e a fêmea são iguais.

Tipo de ninho : Na natureza consta que fazem ninho aberto, em forma de taça. Em cativeiro costumam aceitar caixa quadrada de madeira de 15 cm de lado.

Postura :2 a 3 ovos.

Incubação :13 dias.



Comportamento e reprodução : A Saíra-sete-cores é muito agressiva entre espécie, reproduz mais facilmente em viveiros arborizados, com apenas um casal por recinto.

Tamanho :13,5 cm.

Anel :3 mm.

TIETINGA


Ave presente na Amazônia brasileira principalmente ao sul do Rio Amazonas. É comum em bordas de florestas, capoeiras arbustivas com árvores esparsas e florestas de galeria, no estrato médio ou na copa.
Mede 29cm , vive aos pares ou em pequenos bandos bastante barulhentos, pousando com freqüência no alto de árvores em áreas abertas. Conhecido também como pipira (Mato Grosso), probexim, sanhaço-tinga (São Paulo), pintassilgo-do-mato-virgem, sabiá-tinga (Pernambuco).

SABIA DO BANHADO


Sabiá-do-banhado
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Embernagra platensis
Ficheiro:Embernagra platensis.jpg

Estado de conservação

Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Passeriformes

Família: Emberizidae

Género: Embernagra

Espécie: E. platensis


Nome binomial
Embernagra platensis
(Gmelin, 1789)
Embernagra platensis é uma espécie de ave da família Emberizidae.

Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Os seus habitats naturais são: matagal tropical ou subtropical de alta altitude, campos de gramíneas de clima temperado, campos de gramíneas de baixa altitude subtropicais ou tropicais sazonalmente húmidos ou inundados e pântanos

JOÃO DE BARRO


NOME COMUM: João de Barro
OUTRO NOME: forneiro

NOME CIENTÍFICO: Furnarius rufus
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Passariformes
FAMÍLIA: Furnaridae
CARACTERÍSTICAS: Ninho medindo 30 cm de diâmetro na base. Paredes com espessura de até 5 cm.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: O joão-de-barro (Furnarius rufus) encontra-se desde Minas Gerais e Mato Grosso até a Argentina, onde é conhecido como Hornero. Um outra espécie habita o norte do Brasil e é conhecida como maria-de-barro, oleiro e amassa-barro.
É admirável a habilidade com que esta ave constrói a sua casa nos postes, nas traves das porteiras ou nos galhos de árvores desnudas. O ninho consiste em uma bola de barro, dividida em dois compartimentos. A porta, que permite ao pássaro entrar sem se abaixar, impede que o vento atinja o interior, pois é sempre voltada para o norte. Macho e fêmea ocupam-se ativamente da construção, transportando grandes bolas de barro que são amassadas com os bicos e com os pés. No compartimento maior, forrado com musgo, cabelos e penas, a fêmea deposita de 3 a 4 ovos brancos, três vezes ao ano.
O joão-de-barro é pouco menor que um sabiá, porém mais delgado. Sua cor é cor de terra, com a garganta branca e a cauda avermelhada. É uma ave alegre que gosta de conviver com o homem. Vivem em casais e passam os dias a gritar em curiosos duetos.



JOÃO DE BARRO



Não há dificuldade de se reconhecer um ninho de João de Barro (furnarius rufus). Na vizinhança imediata, nas árvores que as rodeiam ou nos paus dos currais, encontra-se uma casinha deste deste amigo do homem. Até nos postes elétricos e telefônicos, como se quisesse colocar-se em contato com a sociedade, vê-se uma bola de barro, que mais parece um diminuto forno antigo de padeiros.



Não alcança o tamanho de um sabiá. É na cabeça e dorso, se não tirante ao roxo, de cor ferrugem acanelada e na parte inferior mais claro, tendo o peito quase branco. Na Argentina ele é conhecido como "HORNERO (forneiro devido ao formato do ninho, semelhante a um forno barro)". Na Bahia e Pernambuco é conhecido por "AMASSA-BARRO".







Tem esta ave um porte corajoso, nada tímido, chega-se com estranha confiança bem perto do homem, corre, pula e grita, como que dando risos e gargalhadas, como se soubesse que é bem vista e bem vinda.







O que todos mais admiram nele é vê-lo, ouvi-lo cantar com sua forte voz que pode-se comparar ao entoou do galo, batendo também como este as asas, imitando-lhe a toada que vai de alto a baixo, acompanhado quase sempre pela fêmea. Tem a mania de interromper as pessoas, que ao pé dele conversam e de cobrir com a sua estridente voz a humana, de sorte que não resta mais do que resignar-se ao silêncio até que emudeça.



A ousadia e atrevimento desta ave, que é estranha a todos que pela primeira vez a observam, têm uma razão no respeito que lhe devotam. Pois os olhos não só dos brasileiros mas também dos povos do Rio da Prata, passa por ave santa e cristã. O joão-de-barro não trabalha no domingo. E, se por acaso, for surpreendido neste dia santo na construção da sua casa o vulgo alucinado encontra uma razão que explique esta exceção, por exemplo, para que depois de uma seca deve aproveitar o aguaceiro com que prepara o barro necessário. Caso contrário, ficaria sem albergue para si e seus filhos. Como as Igrejas têm a porta para o oriente, assim também ele dá a abertura e rumo do seu ninho a mesma orientação. Há, entretanto, naturalistas que dizem que não é regra.







Reconhecem, todavia, que nosso pássaro produz uma obra arquitetônica que é capaz de excitar admiração. Primeiro lançam ambos, macho e fêmea, os alicerces ou formam de barro da estrada, o soalho da casa, trazendo-o em glóbulos do tamanho de uma bala de espingarda, que com o bico e os pés estendem. Sobre este plano de 22 cms de comprimento, começando ao mesmo tempo por dois lados opostos, levantam as paredes da casa, que, quando em certa altura, deixam secar. Recomeçam a obra, dando as paredes já uma inclinação para dentro e, depois de mais uma interrupção, dão-lhe a última mão, fechando a começada abóbada e deixando a mencionada abertura oval. Dividem a casa por uma parede interior em dois compartimentos, servindo o anterior como a ante-sala, de onde se pode alcançar por outra abertura para a câmara reservada para a própria cama dos filhotes. Assim estão seguros contra a importunação de certas aves rapinas.







A cama era revestida de feno, de penas de galinha ou flores de algodão. O casal, como em tudo, são inseparáveis, também revezando o difícil trabalho de incubação dos ovos e da alimentação dos filhotes.







Podiam-se se chamar símbolo da vida doméstica e é por isso que os brasileiros gostam de vê-lo e ouvi-lo pela vizinhança.

Quando o João de barro e a Maria-de-barro assumem compromisso, é para todo o sempre. Eles vivem sempre em casais que nunca se separam. Quando morre o companheiro passam o resto da vida só.





Muitas vezes encontram-se seus ninhos sobre as estacas dos currais e cercas dos caminhos ao alcance da mão, porém ninguém tiram-lhe os ovos. Um pássaro tão social e tão habilidoso não devia carecer de alguma virtude extraordinária: "em casa com ninho de João de barro não cai raio". Tão pouco se admira que tenha uma lenda que é mais uma prova de como as idéias dos antigos guaranis foram herdadas, posto que modificadas, por seus modernos descendentes.



Reza mais ou menos assim:



Um velho caçador vivia com seu filho único e com seus cães no mais apartado dos bosques. Dedicava a existência a ensinar seu filho todos os conhecimentos e práticas que constituem um bom caçador. Chegado a idade viril, o filho nada ignorava, quanto é necessário para sustentar uma família. Tinha feito expedições mais extensas a regiões habitadas. Em uma destas ocasiões ouviu a encantadora voz de uma donzela, que esperava um dia esposar. Pediu a seu pai para que visitasse com ele aquele acampamento, para ver se aprovava sua escolha. O velho pai não colocou impedimento ao desejo do seu filho, mas convidou-o para uma festa que de vez em quando celebrava o morubixaba de sua tribo nas margens do Uruguai.



Durante um mês, preparava-se o velho e o moço para a grande festa das "apresentações", a qual tinha por fim apresentar os jovens fortes de mais valor e arrojo ao morubixaba, ao seu Conselho Patriarcal e a toda tribo. Seguiam-se grandes bailes e a escolha da mulher, ou aprovada ou disposta pelos maiores, sempre que o jovem tivesse passado as provas. Estas consistiam normalmente na veloz carreira, na prova da natação e num jejum rigoroso de nove dias, em que não podiam tomar senão o sumo da yatay ou de outra planta silvestre.







O jovem do nosso mito não foi tão lerdo de assistir ao grande torneio sem dar aviso à sua noiva, Ipona, que figurava também entre as outras donzelas que abrilhantavam a festa.



Depois de acomodarem as famílias da tribo numa altura escolhida, onde se senhoreava uma grande planície que se estendia de um lado e de outro do Uruguai, o morubixaba deu por prêmio da primeira prova, a carreira, a mais forte de suas couraças de guerra, feita de duros couros de anta, orlada de pelos de tucano e de vistosa plumagem de papagaio.

Dos cinqüenta jovens guerreiros que se sujeitaram à primeira prova foi Jaebé, era este o nome do filho do velho caçador, que em segunda corrida com um rival ganhou o prêmio. Vestido da esplendida couraça, foi festejado por todos.







Também na prova da natação, que consistia em chegar primeiro à outra margem do rio, saiu vitorioso, recebendo como prêmio um manto de peles de cisne, ornado ricamente de topetes de cardeal e de peitos amarelos de tucano.







A terceira, foi a mais difícil das provas, jejum de nove dias, sujeitaram-se oitos moços. Para não enganarem a vigilância dos juízes, foram envolvidos em peles. Já no terceiro dia, queixou-se Jaebé a seu pai, o velho caçador, e mais ainda no sexto dia, mas o pai animava-o, que pouco faltava e convenceu o jovem a encolher-se e ficar imóvel no seu couro. Os outros sete declaram-se vencidos neste dia.







Chegaram então o morubixaba e o velho caçador e abriram o couro em que estava Jaebé.....e qual não seria a surpresa que se apoderou de todos, quando viram que, ao contato do ar e da luz, se diminuía, convertendo-se em pássaro e vestindo-se de plumas encarnadas! E pouco a pouco transforma-se em um "hogaraitay" ou o João de barro batendo asas, voava à próxima árvore, cantando: "Sou filho dos bosques e canto o hino ao trabalho".







Diz a tradição que a noiva de Jaebé, Ipona, ao vê-lo, transforma-se, se converte em uma ave semelhante voando aos ramos daquela árvore para fazer-lhe companhia. Por isso é que João de barro fabrica sua casa, como o homem, de barro e vive acompanhando o pobre lavrador nas casas de campo, recordando-lhe nas harmoniosas cadências que exala em dueto com sua companheira, que o trabalho na vida simples dos campos tem um fundo de bem estar e de felicidade.

E todos os homens amam o João de Barro, porque ele nos lembra que a força do amor é maior do que a morte!





Somente depois da última árvore derrubada,
depois do último animal extinto,
e quando perceberem o último rio poluído, sem peixe,
O Homem irá ver que dinheiro não se come!





(Provérbio Indígena)



Texto pesquisado e desenvolvido por





Rosane Volpatto



Bibliografia



Lendas do Rio Grande do Sul - Publicação n.7 - Comissão Estadual de Folclore do Rio Grande do Sul

Moça Lua e Outras Lendas - Walmir Ayala

Lendas Brasileiras - Ciro D. Ferreira; J.C. Paixão Côrtes; Ivo Sanguinetti; Luiz Carlos B. Lessa

CHOCA BORRADA


Período Reprodutivo: julho a dezembro
Locais de observação: Brejos, Cambarazal, Cerradão, Cerrado, Mata ciliar rio Cuiabá, Mata ciliar rio São Lourenço, Mata Seca.
Você encontra essas informações na página 162 do Guia das Aves


Como na espécie anterior, domina no macho a coloração negra, enquanto na fêmea ela é amarronzada. Entretanto, o macho é todo barrado (razão de um dos nomes comuns), exceto pelo negro uniforme do alto da cabeça, enquanto a fêmea possui somente os lados da cabeça estriados. Na ave adulta, o olho é branco com leve tom amarelado (marrom avermelhado nos juvenis).
Também mantém as penas da cabeça eriçadas boa parte do tempo, em um topete muito destacado. Vivem em casais, às vezes com os filhotes da estação reprodutiva. Costumam freqüentar as capoeiras, bordas da mata ciliar, cerradões e matas secas, raramente entrando alguns metros na vegetação mais alta. Percorrem a parte central e alta dos arbustos, caçando invertebrados e mantendo contato com piados graves.
Ocasionalmente, em bandos mistos. Cantam o ano inteiro, emitindo o chamado territorial com maior constância entre julho e dezembro. Grave como na choca, embora muito mais curto e terminando com uma nota alta. Na região da RPPN é traduzido como maria-cocá. Comportamento reprodutivo como na espécie anterior, construindo seus ninhos nas bordas da mata e nos arbustos. Ampla distribuição no Brasil (todo o Pantanal), com os contrastes de cores da plumagem e cor do olho variando de região a região.

MINEIRINHO VIGILANTE


*Nome Popular: Mineirinho, vigilante. bavezinho.

*Famíia: Fringillidae.

*Nome Científico: Charitospiza eucosma.

*Habitat: Vive a pouca altura nas árvores e arbustos da caatinga e dos cerrados do Brasil Central, do Nordeste e também na Argentina.

*Hábitos Alimentares: Como a maioria das aves de sua família, é principalmente um comedor de sementes de capim.

*Reprodução: Seu ninho é uma tigelinha aberta, construída a pouca altura do solo. A ninhada é de 3 ovos e os pais se revezam para cuidar dos filhotes.

* Particularidades: É um dos poucos fringilídeos que canta de madrugada, pousando abertamente na ponta de um galho. Sua vozinha parece a de um inseto: "tzi-tzi". Desce ao chão procurando comida, onde se movimenta aos pulinhos. A fêmea é muito diferente do macho, com plumagem parda e discreta.

25/03/2009

SAÍ-AZUL


Essa espécie apresenta acentuado dimorfismo sexual: o macho é azul e negro, com as pernas vermelho-claras, enquanto a fêmea é verde, com a cabeça azulada e pernas alaranjadas. Vive aos casais ou em pequenos grupos acompanhando bandos mistos na borda de florestas, cerrados, capoeiras densas, eucaliptas, parques e jardins públicos. Alimenta-se de frutos, néctar e insetos. Visita bebedouros de beija-flores em jardins e varandas. O ninho é uma taça profunda, feita de fibras finas, colocado de 5 a 7 m do solo, entre as folhas externas de uma árvore. A construção do ninho é tarefa da fêmea, que é protegida pelo macho contra intrusos. Os 2 ou 3 ovos são esbranquiçados ou branco-esverdeados com manchas cinza-claras e são incubados pela fêmea. Durante este período ela é, às vezes, alimentada pelo macho. Os filhotes são alimentados pelo casal e permanecem no ninho cerca de 13 dias.

JURUVA VERDE


Juruva-Verde
Nome científico: Baryphthengus ruficapillus

É registrada também para outros países do sudeste da América do Sul, como o Paraguai e a Argentina; tem um “primo”, a juruva-ruiva (Baryphthengus martii) que é

muito semelhante, podendo ser visto desde a Amazônia até a América Central (Sibley & Monroe,1990). Foi inicialmente observada em setembro de 1992, a partir de informações obtidas junto a funcionários do Parque. É uma ave de difícil visualização pela sua característica comportamental de permanecer imóvel por tempo considerável, somente chamando a atenção pelos movimentos da sua cauda; possui bico forte e serrilhado e asas curtas e “arredondadas”(Sick, 1985) que são características também dos outros membros de sua família. A ave foi atraída por meio de gravações contendo repetições sucessivas de seu canto, emitidos geralmente no período crepuscular. Entretanto, foi também observada com grande atividade diurna, no horário entre 10:00 e 12:00 hrs. A juruva-verde não é rara, sendo encontrada "em locais de mata sombria" (Sick, 1985), como a existente na região da Cascatinha onde foram observados dois indivíduos

23/03/2009

BIGODINHO


Período Migratório: setembro a fevereiro
Locais de observação: Brejos, Campo, Mata ciliar rio Cuiabá, Rios, corixos e baías.
Você encontra essas informações na página 233 do Guia das Aves


Migratório, mas ao contrário das outras espécies desse gênero, vem do norte do continente para reproduzir-se no Pantanal. Chega no decorrer do mês de setembro e desaparece a partir de janeiro, provavelmente retornando para a Venezuela e Guianas. A RPPN está no limite setentrional de sua área de nidificação conhecida, mas os detalhes dos movimentos migratórios ainda necessitam de maiores pesquisas.
O macho é inconfundível, pelas áreas brancas na cabeça, responsáveis pelos nomes comuns. O contraste do negro do restante da plumagem das partes superiores é marcante. As partes inferiores são levemente cinza claro e, sob sol forte, podem parecer brancas. Bico característico, pequeno e todo negro. Junto com a longa cauda, corpo delgado e cabeça pouco volumosa, forma uma silhueta mais delicada do que a maioria das outras espécies do gênero (na foto é possível comparar com o macho juvenil de coleirinho logo abaixo). Essas características são fundamentais para ajudar na identificação da fêmea, especialmente porque costuma misturar-se aos outros coleiros nos bandos dessas aves granívoras. Como ela também é toda parda, um pouco mais clara nas partes inferiores, essa característica morfológica ajuda a caracterizá-la. Também o bico relativamente pequeno e com tom amarelado, principalmente na parte inferior.
Encontrado nas áreas campestres e margens do rio Cuiabá, pode ser observado em qualquer ambiente aberto da RPPN durante o período migratório. Machos cantando, demarcando território, foram observados na região do rio Cuiabá. É possível encontrá-lo cantando nas árvores dos jardins do hotel em Porto Cercado a partir de meados de outubro. É um gorjear rápido, acelerando-se no final e continuamente repetido. Como nas demais espécies do grupo, o macho demarca o território, cabendo à fêmea toda a tarefa reprodutiva.
Devido ao canto, é ave apreciada e a captura para o comércio ilegal, junto com as alterações ambientais, acabaram por reduzir seus números em boa parte do país, especialmente no nordeste.

PIXOXO



Postura: 2 a 3 ovos.

Habitat : Interior da mata espessa, taquarais, terrenos cultivados (arrozais).

Incubação :13 dias.

Fêmeas e jovens :As fêmeas são parecidas com os machos porém mais esverdeadas e sem a lista branca.

Comportamento e reprodução : Reproduzem em gaiolas de 70 cm de comprimento X 40 cm de altura X 30 cm de profundidade.

Tipo de ninho: Em forma de taça. Aceita perfeitamente ninhos de corda de 6,0 cm de diâmetro.

Tamanho : 13,5 cm.

Anel: 3,0 mm.

GRALHA DE TOPETE


Gralha-de-Topete ou Gralha-do-Cerrado (Cyanocorax cristatellus)
Características físicas: asas longas e cauda curta. Tem um característico topete frontal alongado. Plumagem azul-escura; parte interior do pescoço e garganta preta; barriga e ponta da cauda brancas. Alcança até 33 cm de comprimento.
Alimentação: onívora, sua ampla dieta inclui frutos, insetos, sementes, bagas e ovos de outras espécies de pássaros.
Biologia e comportamento social: vive em bandos e voa alternando o ritmo das batidas com vôos planados. Arborícola, locomove-se facilmente entre os galhos fechados de uma árvore, dando pulos e fazendo vôos curtos.
Reprodução: o ninho é feito com gravetos apoiados em galhos mais grossos. A postura costuma ser de três a quatro ovos azul-claros salpicados de manchas pardas. A incubação varia de 16 a 18 dias. Habitam matas de galeria, campos e cerrados

PAPA-CAPIM






Um macho do Coleiro-baiano, Baiano, Papa-capim-de-peito-preto, papa-capim-capuchinho ou papa-arroz - A Male Yellow-bellied Seedeater (Sporophila nigricollis) 22-01-2008 331


Rasmus Boegh identified this bird too! Thank you again Rasmus!
See a video at the adress www.hbw.com/ibc/phtml/votacio.phtml?idVideo=5271&tipus=1
A text from the adress www.arthurgrosset.com/sabirds/yellow-belliedseedeater.html

Brazil
The Yellow-bellied Seedeater is found from Costa Rica to Bolivia and Brazil but does not occur in the central Amazon Basin. This is due to its habitat requirements which are grassy or shrubby clearings and agricultural land.
Male Yellow-bellied Seedeater, Brasília, Distrito Federal, Brazil.
The English name is a slight misnomer since the belly of the male tends to be very pale yellow verging on the white. It has a black hood and olive-brown upperparts. The male's bill is light blue-grey in contrast to that of the female whose bill is dark. The female is light brown and yellowish below.
There are illustrations in Ridgely & Tudor, Volume 1, Plate 26 and in Hilty & Brown, Plate 56.
Baiano
Família: Emberizidae Subfamília: Emberizinae Espécie: Sporophila nigricollis
Comprimento: 11 cm. Presente em grande parte do Brasil, em direção sul até o Paraná, excetuando-se a Região Amazônica entre o oeste do Mato Grosso e Rondônia e, em direção nordeste, até o Amapá. Encontrado também da Costa Rica ao Panamá e na Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Argentina. É comum em clareiras arbustivas, campos de cultivo, beiras de estradas e capinzais altos. Vive em pares espalhados durante o período reprodutivo, reunindo-se em grupos fora deste, misturando-se freqüentemente a outros pássaros que alimentam-se de sementes. Faz ninho de gramíneas, em formato de xícara, com paredes finas, localizado em arbustos baixos ou árvores pequenas. Põe 2 ou 3 ovos esverdeados ou amarelados com muitos pontos marrons. O macho possui um capuz preto na cabeça, contrastando com as partes superiores oliváceas e com as partes inferiores amareladas; a fêmea é olivácea nas partes superiores e amarelada nas inferiores. Conhecido também como coleiro-baiano, papa-arroz, papa-capim-de-peito-preto e papa-capim-capuchinho.

COLEIRINHA


COLEIRINHA
Ele canta quase sem parar | Cuidados

CUIDADOS

Média de vida: de 10 a 12 anos.

Alimentação: é granívoro, ou seja, alimenta-se de sementes. Ofereça principalmente alpiste e painço. Na época da criação, acrescente um ovo cozido e larvas de Tenébrio.

Instalações: gaiolas nº 3 (70 cm x 30 cm x 40 cm), onde não deve faltar areia, ou viveiros arborizados. Coloque apenas um casal tanto no viveiro como na gaiola. Pode usar o ninho para canário de cor, mas é importante camufla-lo com folhagens artificiais.

Reprodução: embora este seja um pássaro muito popular, são raros os relatos de criação em cativeiro. As fêmeas botam de 2 a 3 ovos, chocam durante 13 dias; o filhote leva 13 dias para sair do ninho e de 30 a 35 dias para aprender a comer sozinho.

CASACA DE COURO



Casaca-de-couro-amarelo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Casaca-de-couro-amarelo


Estado de conservação

Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Passeriformes

Família: Furnariidae

Género: Furnarius

Espécie: F. leucopus


Nome binomial
Furnarius leucopus
Swainson, 1837
Sinónimos
Furnarius cinnamomeus (Lesson, 1844)

O Casaca-de-couro-amarelo (Furnarius leucopus) é uma espécie de ave da família Furnariidae.

Pode ser encontrada nos seguintes países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Venezuela.

Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude, pântanos subtropicais ou tropicais, pastagens e florestas secundárias altamente degradadas.


[editar] Referências
(em inglês) BirdLife International (2004). Furnarius leucopus. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 06.11.2007.

20/03/2009

CANARIO BELGA




A “boca” desses pássaros é constituída por tecido córneo, estrutura semelhante à unha dos cães.

A forma do bico está relacionada com o tipo de alimento e dieta que o pássaro ingere. Por isto, pode-se observar passeriformes com formatos diferentes dos bicos.

Existem problemas relacionados ao bico que irão interferir na alimentação, podendo levar o animal a um estado de desnutrição e até a morte.

fraturas podem ocorrer acidentalmente e merece abordagem ortopédica especial e manejo alimentar apropriado.
crescimento indevido, consequente da má formação genética. Isto irá atrapalhar na alimentação, pois o pássaro não consegue pegar o alimento de forma adequada.
existe uma doença que popularmente é chamada de “peito seco” e que impede o pássaro de quebrar a casca da semente e ingerir o alimento. Este termo (peito seco) é consequente do estado de caquexia. Esta caquexia só é observada quando o responsável manipula o pássaro.
existem vermes que habitam a traquéia dos pássaros e dificultam a respiração e a deglutição. Dependendo da infestação, podem asfixiar o pássaro.
Existem outras inúmeras doenças relacionadas à “boca” dos pássaros. Se alguém tiver interesse, poderei relacionar essas outras doenças.

SABIA COLEIRA




O sabiá é encontrado do Maranhão ao Rio Grande do
Sul, em Goiá s e no Mato Grosso. Ele gosta de viver
principalmente nas matas, quintais e pomares dentro
das cidades.
Não há diferença entre macho e fêmea. As fêmeas
também cantam e os jovens são iguais aos adultos,
apenas com a plumagem mais apagada.
Existem cerca de 14 espécies de pássaros da família
Turdidae no Brasil, mas as mais populares são o
Sabiá-una (originário da África), Sabiá-laranjeira,
Sabiá-branco, Sabiá-poca e o Sabiá-coleira.
A reprodução do sabiá ocorre em viveiros de pelo menos 1m de comprimento X 2m de altura X 2m de profundidade. O chão deve ser de terra, a fim de facilitar a construção do ninho. Ele se reproduz de setembro a março, com 3 a 5 chocas por ano. O sabiá canta para atrair a fêmea e também durante o acasalamento.
Os tipos mais conhecidos de canto são o trinta e oito, melodia e vivi-vovó. Os mais procurados são o canto de bolero, harpa (ou coleira) e piedade. O sabiá aprende as notas musicais com os pais ou com o professor de canto.
O sabiá se alimenta de ração Gorjeio, frutas variadas e areia mineralizada.

TRINCA FERRO



Um pouco menor do que os outros dois trinca-ferros, possui o mesmo bico negro e forte que originou o nome comum dessas aves. Como no tempera-viola, dorso verde, cauda e lados da cabeça acinzentados, separando-o do pixororé. A listra superciliar é a mais comprida das três espécies (ave adulta), com o “bigode” menos definido e garganta toda branca. Por baixo, domina o cinza nas laterais, tornando-se marrom alaranjado e branco no centro da barriga. Asas esverdeadas. O juvenil não possui a listra tão extensa, sendo a mesma falhada ou inexistente, logo após saírem do ninho.
Vive na matas ciliares, cerradões e mata seca, geralmente solitário. Entre julho e novembro está no período reprodutivo, formando casais e afastando os outros trinca-ferros do local, agressivamente. O canto do macho é o mais melodioso das três espécies na RPPN, sendo repetido, continuamente, ao longo do dia durante a nidificação. Compõem-se de 4 ou 5 sílabas separadas, assobiadas, as duas primeiras mais rápidas e a última mais lenta. A segunda e a penúltima mais altas. Devido a esse canto, é uma ave perseguida pelo comércio ilegal.
Ocorre em todo o centro-oeste, além de parte do nordeste, Mata Atlântica e sul do país. Seu canto varia um pouco de região a região, embora mantenha o mesmo timbre. Está sempre associado às matas, ocupando o estrato médio e superior. Usa as mesmas fontes alimentares conhecidas para as espécies precedentes.

CURIO


CURIÓ - Oryzoborus angolensis
Nome:Curió
Outro nome: Avinhado
Nome científico: Oryzoborus angolensis
Significado do nome: Curió significa na linguagem indígena " Amigo do homem ". Ordem: Passeriformes
Família: Fringílidas
Nome em inglês: Thick-billed (Lesser) Seed Finch
Nome em espanhol: Semillero Picogueso
Alimentação no habitat natural: Alimenta-se basicamente de alguns insetos, várias sementes com exclusividade na semente do capim navalha.
Cor: marrom quando novo. Depois de completar 420 dias suas penas ficam pretas com apenas uma pequena mancha branca na asa e sua barriga e peito fica na cor vinho, a fêmea é marrom com um tom mais claro no peito mesmo quando adulta.
Localização: Todo o Brasil e alguns lugares da América do Sul. Habita as regiões litorâneas brasileiras e principalmente o litoral paulista.
Tempo de vida: 30 anos no cativeiro (se bem cuidado) e de 8 a 10 anos na vida selvagem.
Tamanho: 14 cm Época de acasalamento: ocorre no mês de agosto até o fim de março
Fêmea - inicio do período fértil: 6 meses a 1 ano
Período de incubação: 12 dias
Nº de ovos: de 1 a 3 ovos por ninhada.
Troca de penas: acontece entre março e junho.

O nome Curió na língua tupi guarani significa "Amigo do Homem", pois este pássaro gostava de viver perto da aldeia dos índios. Esta característica de se aproximar do ser humano, a sua elegância, a enorme capacidade de disputar pelo canto quem é o dominador do território, e a enorme qualidade de seu canto, fez do curió um amigo muito estimado entre os criadores e amantes de pássaros em geral.
O bicudo (oryzoborus maximiliani) é um parente muito próximo do curió e também excelente cantor, só que um pouco maior e é todo preto e com a mesma mancha branca na asa. O canto de curiós e bicudos é tão apreciado que, nos concursos, essas qualidades são muito importantes.
O Curió aprende a cantar desde pequeno com o pai, porém, os aconselham que os filhotes ouçam o canto do pai, somente se este canto for perfeito. As aves emitem sons que podem exprimir alegria, tristeza, aviso de alerta, dentre outros.
Há uma grande variedade de cantos, e varia de região para região, havendo casos de pássaros que emitem até 40 assobios diferentes. No Brasil já foram encontrados mais de 128 cantos diferentes e, os mais conhecidos são: Praia Grande, Paracambi, Uberaba, Vi te teu, Mateiro (que é o natural do pássaro).
Quanto a repetição pode ser curto (de 1 a 4) ou longo (mais de 5). O canto mais difundido por todo o Brasil é o chamado Praia Grande. Esse canto é originário das praias paulistas e, atualmente, está extinto na natureza, ou seja, os pássaros selvagens não mais o emitem. Por isso, a preocupação dos criadores de todo Brasil é que seja mantido, em cativeiro, esse tipo de canto.
O curió além de excelente cantor é um imitador nato, por isso, não é aconselhável criá-lo com outras espécies de pássaros, porque ele aprenderá facilmente o canto delas, perdendo assim a pureza de suas notas musicais características. O melhor tempo para o curió aprender a cantar é quando novo , ainda com 3 meses.
Colocando o pássaro para escutar o canto de fita, CD ou de um mestre (pássaro do plantel que tem o melhor canto), mas também pode aprender depois de velho se ele for cabeça mole (nome dado pelos criadores, um curió que ao escutar um canto diferente do seu troca de canto).
Você pode encontrar discos contendo gravações de canto de curió, especiais para o treinamento de filhotes e aperfeiçoamento do canto de curiós adultos. Para conseguir informações de como obter esses discos consulte as Associações de Criadores.
Reprodução - Na natureza o curió defende com muita garra seus domínios. Se alguma outra ave se aproxima do ninho, ele a repelirá até com certa violência. Em cativeiro não será difícil procriar a espécie, desde que seja reconstituído o seu habitat natural. para isso, você deve criá-lo em gaiolões ou viveiros. Nos viveiros devem ser plantadas pequenas árvores como pinheirinho. Nos gaiolões, devido ao espaço menor, coloque alguns ramos de bucho (tipo de vegetação) para a fêmea usá-los na construção do ninho.
Este ninho pode ser encontrado em qualquer loja especializada e colocado no viveiro ou gaiola. O importante é colocar as gaiolas ou os viveiros em local arejado, que não seja escuro, não sofra correntes de ar e nem excesso de calor ou frio e, se possível, receba os raios solares da manhã. O reprodutor deve gozar de total saúde, e a fêmea também deve estar com boa saúde e deve estar pronta para a procriação. Não se deve cruzar pássaros consangüíneos para não ocorrer degeneração.
A fêmea deve ter de 1 a 4 anos de idade, que é seu período de postura, embora algumas continuam com a postura mais tempo. Depois do nascimento do filhote é aconselhável tirar o macho e deixar só a fêmea, mas o macho deve estar por perto para ensinar o filhote a cantar.
Para que o acasalamento aconteça, coloquem o macho e a fêmea inicialmente em gaiolas separadas, mas próximas uma da outra. Após cinco dias desse "namoro" à distância, junte os dois na mesma gaiola e deixe-os juntos para cruzarem durante 1 ou 2 meses.
É nesse tempo que a fêmea vai preparar o ninho. A fêmea normalmente põe dois a três ovos, que são chocados em torno de 12 dias. Quando os filhotes nascem, levarão cerca de 10 a 14 dias para saírem do ninho. É nesse período que os filhotes começam a exercitar as asas e as pernas, por isto, você deve colocar o ninho em lugar baixo para evitar que os filhotes morram por uma eventual queda.
Com 20 a 25 dia os filhotes começam a gorjear (cantar). Quando eles estiverem com 30 dias mais ou menos, já se alimentam sozinhos e você deve retirá-los da companhia dos pais. Isso é muito importante porque o macho, inexplicavelmente, poderá feri-los se ouvir cantos de outros pássaros. Por isso, coloque os filhotinho em gaiolões para voarem e se desenvolverem. O curió é conhecido pela higiene e limpeza do ninho.
Isso é tão marcante na espécie que alguns criadores não colocam mais a coleira de identificação na perna dos filhotes enquanto estão no ninho, porque a mãe curió vai retirá-las podendo até ferir os filhotes nessa tentativa. Ela não aceita nenhum objeto estranho ou sujeira no ninho. A troca de pena e bico é feita no período de abril a junho (podendo variar de um pássaro para outro e de regiões), neste período há uma queda da resistência e o curió está sujeito a pegar febre e outras doenças.
Convém cobrir a gaiola para evitar o vento e, dar boa alimentação e deixar a gaiola bem limpa. Neste período o curió provavelmente deixará de cantar. Alimentação - O curió principalmente seus filhotes se alimentam de tenébrio molitor que devem ser criados em casa. Quando sua criação de tenébrios estiver pronta, separe algumas, e as coloque em um pratinho com leite em pó. Elas vão se alimentar com o leite e quando consumidas pelo filhotes, se tornarão um alimento duplamente rico em proteínas. Outros alimentos são os gafanhotos, cupins, pão molhado em água e milho verde, além das misturas para pássaros, alpiste e painço, ovo (clara e gema) cozido.
A alimentação dos filhotes deve ser deixado por conta das mães. Você não deve colocar o alimento diretamente no ninho dos filhotes mas sim deixar que os pais façam isso. Nesse momento é importante observar os cuidados que eles dispensam aos curiózinhos.
Deixar a disposição da mãe os alimentos de matrizes e adicionar 8 Tenebrios molitores para cada filhote por dia. Tome cuidado ao compra frutas e verduras, tenha certeza de que não foi passado inseticida na plantação e se estão estragadas. As verduras (almeirão, chicória, espinafre, catalonia) e legumes (milho, abobrinha, jiló) poderão ser dados ocasionalmente durante todas as fases da criação.
O grande cuidado a se tomar são com as verduras, pois deverão ser bem lavadas e colocadas pôr 30 minuto em uma solução de água (98%) e vinagre (2%). Evite alface e salsa.

Vitaminas - As vitaminas são muito importante para os pássaros, mas ela precisa ser complementada com proteínas e sais minerais.
Vitamina "A": Auxilia no crescimento e é indispensável para o organismo defendendo escorbuto e protegendo a epiderme, é encontrada no pepino, na gema de ovo e na cenoura;
Vitamina "B": (B1, B2, B6 e B12) ajuda no desenvolvimento dos filhotes e fortalece os nervos, é encontrada no pão, couve, cenouras e gema de ovo;
Vitamina "C": Dá boa condição ao sangue e é preventivo contra moléstia da pele, é encontrada no tomate, laranja e limão;
Vitamina "D": A falta desta vitamina causa raquitismo, é encontrada nos raios solares, na gema de ovo e no leite (apenas em tratamento);
Vitamina "E": Proporciona vigor mental e também estimula e fertiliza os pássaros, é encontrada no germe do trigo, amendoim, agrião e flocos de aveia.
Amido, açucares e gorduras: Não são muito importante para os pássaros, proporciona energia e bom sono, é encontrada na farinha e na gema de ovo;
Proteínas: necessária para o crescimento e para manter bem os ossos, a pele e o sangue. Ajuda para evitar doenças, é encontrada no leite, ovos, pão, cereais, carne (tenébrio molitor);
Cálcio: Para formar os ossos, coagular o sangue, regular a pulsação, contrair e relaxar os músculos; é encontrado no almeirão, na casca de ovo e no osso de Siba;
Ferro: Para produzir sangue e outras células, é encontrado na carne (Tenébrio Molitor), no almeirão e agrião;
Iodo: Importante durante a adolescência e o período de postura, é encontrado no agrião e couve;
Fósforo: Ajuda as funções do cérebro e do sistema nervoso, é encontrado na carne (Tenébrio Molitor), ovos e trigo.
Doenças - Como todas as aves o curió esta sujeito a doenças, conheça as mais comuns nessa ave: Canibalismo: É o vício dos pássaros bicarem uns aos outros, comer pena, causando ferimentos, que às vezes leva até a morte.
Coccidiose: É uma doenças parasitárias causadas por protozoários da ordem Coccidia.
Diarréia: Uma doença comum nos pássaros em que o mesmo evacua freqüentemente (liquido abundante).
Gripe Coriza ou Resfriado: Os pássaros são atacados nas vias respiratórias perdendo o apetite, dormindo constantemente e parando de cantar.
Sarna: Esta doença é causada por um parasita que deixa as pernas dos pássaros mais grossas e infeccionadas.
Verminose: É causada pela má higiêne na gaiola, seus sintomas são: diarréia, fraqueza, tristeza. A lei e o ibama - O curió é um animal protegido por lei, seu comércio é ilegal mas sua criação não é. Esta ave tem sido aniquilada e está desaparecendo da natureza em conseqüência dos desmatamentos desenfreados, a poluição de rios e lagoas, e a ação de agrotoxicos presentes nas plantações. A utilização da fauna silvestre exige um plano de manejo e criação baseado em pesquisa e no real conhecimento de cada espécie em foco, assegurando assim, o sucesso reprodutivo, de crescimento, econômico e conservacionista. A importância da vida silvestre para o homem tem-se acelerado a medida que a ciência adquire novas tecnologias em busca da melhoria da qualidade de vida das sociedades humanas.
No entanto, a visão tradicional da valoração econômica aplicada aos recursos faunísticos encontra, em nossos dias, problemas de ordem ideológica defendida, principalmente, por aqueles que rejeitam a visão antropocêntrica de que a humanidade é o centro de tudo que tem valor e que as outras criaturas só têm valor enquanto nos servem.
Nesse sentido, o manejo de fauna sob uma visão mais moderna leva em consideração não só argumentos econômicos, mas também, fatores relacionados à conservação da natureza.
Nas últimas décadas, alguns criadores têm redefinido seu papel no mundo da conservação, não mais preocupando-se em simplesmente colecionar animais, mas também, de criar com fins conservacionistas.
Ainda assim, alguns pontos de discussão permanecem abertos, como problemas de ordem genética e comportamental dos animais criados em cativeiro em relação ao possível sucesso diante de uma tentativa de repovoamento em uma área natural.
Seja qual for o tipo de criação e seus objetivos, a normatização das atividades, principalmente aquelas relativas à comercialização de animais vivos, assume papel primordial por reprimir a ilegalidade, o que traduz uma prioridade, se considerarmos que tal ilícito é fator de destaque quanto ao status de ameaçado de sobrevivência para muitas espécies de nossa fauna. Entre as muitas espécies de interesse para a criação, destacam-se aves canoras como bicudos e curiós, altamente apreciadas pela excelente qualidade do canto, associados à sua elegância e conhecimentos já adquiridos de manejo em cativeiro.

BICUDO




Tamanho da letra A- A+



O PÁSSARO


Bicudo Rio Negro - Galador

O Bicudo, Oryzoborus maximiliani, é um pássaro apreciado pela sua beleza física e também por seu canto melódico, rico em notas e com voz flauteada. Toma postura ereta ao cantar, com o peito empinado e cauda baixada, destacando sua valentia e disposição para disputas territoriais. É atualmente no Brasil um dos pássaros canoros mais afamados e procurados. A frase musical do canto dos bicudos apresenta, por vezes, mais de 20 notas.


Ocorrem variações regionais e individuais no canto e na cor do bico. Participam das provas de canto e fibra nos torneios brasileiros.

Voa com facilidade longas distâncias e alcança altitudes muito elevadas. A velocidade durante o vôo é muito rápida, favorecida pelo seu pouco peso que é geralmente cerca de 25g, com um comprimento médio de 16 cm e uma envergadura de 23 cm. Sua cauda é composta de 12 penas e cada asa possui 17 penas. É dotado de uma ótima visão, possui um bico grosso e cônico.

Prefere regiões de clima quente, com temperatura acima de 25°C. Habita veredas com arbustos, beira de capões, brejos, principalmente onde haja água abundante e também a ocorrência do capim-navalha (Hypolytrum pungens), que é o alimento básico do bicudo em ambiente natural. Este capim é regulador de intestino, conserva o bico e, principalmente, ajuda o pássaro a se recuperar de qualquer tipo de queda de resistência física. Porém, sabemos que contém muito cálcio, não devendo ser administrado em excesso nos ambientes domésticos. Aprecia ainda o arroz, o que colabora muito para o seu desaparecimento, por causa dos agrotóxicos.

Quando adulto, os machos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. A parte inferior das asas apresenta nuances de branco. Seu bico é branco ou manchado na maioria dos bicudos. Os da subespécie Astrirostris apresentam seu bico totalmente preto. As Fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda, e tons de castanho.

Durante a muda de penas eles não cantam, ficam escondidos e saem do seu território. Por esse comportamento, pouco se conhece sobre o habitat nesta época de muda. Grande parte das aves se adapta a vários tipos de ambientes, mas os bicudos não apresentam essa capacidade. Fora do ambiente descrito como ideal para esses pássaros, a procriação se torna muito difícil.

O bicudo é um pássaro territorialista, isto é, dominam um espaço onde não permitem a presença de outros exemplares de sua espécie. O tamanho do território é aproximadamente 100 metros de diâmetro ao redor do ninho, onde seu canto possa ser escutado com nitidez. Esta área territorial é utilizada principalmente na estação reprodutiva. As fêmeas também são muito agressivas, sendo capazes de travar lutas de morte com outras fêmeas para defender seu território e seu macho.

Na natureza os bicudos são monogâmicos, ou seja, vivem em casais estáveis, que estão juntos durante a maior parte do tempo. Voam um atrás do outro, procurando não se separar muito e mantendo comunicação através dos piados e do canto. As fêmeas sempre têm a preferência na hora da alimentação. Há muitas diferenças entre o comportamento do macho e da fêmea. Os machos são vigilantes e alertas, movimentam-se muito e por esse motivo aparecem mais que as fêmeas. Procuram estar sempre nos lugares onde podem avistá-las. As fêmeas ficam mais escondidas e se preocupam mais com a segurança do ninho.

Na natureza não há registro de exemplar que tenha vivido mais de dez anos pelo fato de ficarem muito expostos aos inimigos naturais, como aves de rapina, pássaros maiores, répteis, o homem, doenças, brigas entre indivíduos da mesma espécie, dificuldade de alimentar-se em épocas de seca e destruição dos habitats naturais. Porém em ambiente doméstico, onde os mesmos contam com a proteção dos criadores, alimentação balanceada e medicação apropriada, existem inúmeros pássaros com 20, 30 anos ou mais que ainda participam de torneios. Possuem a capacidade de reproduzir-se com idade avançada. Esta característica é utilizada pelos criadores para realizar melhoramento genético. Através do cruzamento de pássaros campeões, estaremos garantindo a obtenção de filhotes com grande qualidade.

Atinge a maturidade sexual com cerca de dois anos e meio. Com a sucessão das gerações reproduzidas em cativeiro estão se tornando mais precoces, com machos iniciando a reprodução com dois anos e as fêmeas com um ano e meio.

As posturas são de dois ovos (em alguns casos são três) e o período de incubação varia de 13 a 15 dias. A estação reprodutiva vai de outubro a março e um casal pode tirar uma média de três ninhadas no período. Na maioria das vezes o resultado de uma ninhada é um casal de filhote. Atualmente são reproduzidos com certa facilidade em cativeiro, e é essa a grande garantia para a perpetuação da espécie. O Governo Federal, através do IBAMA, incentiva, orienta e normatiza procedimentos para a manutenção e transferência de posse dos pássaros silvestres reproduzidos em cativeiro.

As subspécies e os indicativos médios anuais segundo o ibama.

Nome Cientifico Nome Comum Indicativos Médios Anuais de: Diametro
Ninhadas Posturas Anilhas
Oryzoborus crassirostris Bicudinho-belenzinho 3 3 9 2,8
Oryzoborus m. maximiliani Bicudo-verdadeiro 3 2 6 3,0
Oryzoborus m. gigantirostris Bicudo-pantaneiro 3 2 6 3,2
Oryzoborus m. atrirostris Bicudo-do-bico-preto 3 2 6 3,2
Oryzoborus m. magnirostris Bicudo-pataneiro-grandão 3 2 6 3,2

PINTASSILGO DA BOLIVIA


Pintassilgo, da Patagônia ao Norte do Brasil

Muitos são os pássaros que os ornitólogos amadores e ornitófilos chamam de Pintassilgo, variando muitas vezes no tamanho e nas cores estes tipos se apresentam em quase todo o continente sul-americano, desde a Patagônia até as regiões mais quentes do norte. Se bem que a maioria dos Pintassilgos pertença à mesma família dos Fringilídeos, os mais característicos são aqueles do gênero Spinus, que são eminentemente de origem sul-americana, mais propriamente da Terra do Fogo (Patagônia), onde de início vamos encontrar o Senos magellanicus magellanicus, que recebeu este nome por ser encontradiço no Estreito de Magalhães, a que os franceses chamam de Magella. Esta subespécie é chamada de Pintassilgo da Patagônia. Mais para o norte do continente, de Buenos Aires até as regiões centro-sul do Brasil, vamos encontrar outra subespécie, ou seja, o Pintassilgo do Sul (Spinus magellanicus ictericus) que novamente é substituído mais ao norte ou oeste pelo Pintassilgo do Oeste (Spinus magellanicus alleni).

Todas estas três subespécies são muito semelhantes no aspecto e no colorido.

Serve aqui lembrar de que como ocorre com a maioria dos animais, também os Pintassilgos em suas espécies mais aparentadas, se sucedem umas as outras, conforme andamos de um para outro lado no globo terrestre, confirmando as observações que Oarwin fez a bordo do Beagle.

Subindo mais no mapa do continente americano, vamos encontrar, já nos Estados Unidos, o Spinus tristis, que então poderíamos chamar de Pintassilgo Americano, e assim por diante, com o Spinus yarrelli no nordeste brasileiro, o Spinus cuculatus na Venezuela, o Spinus stratus no Chile etc.

Além dos pássaros do gênero Spinus, temos os do gênero Carduelis que também são chamados de Pintassilgos como é o caso do Carduelis carduelis ou Pintassilgo português (do Reino), o Carduelis spinus ou Pintassilgo Verde e o Carduelis atrata ou Pintassilgo da Bolívia.

Outros ainda, apesar de não serem deste gênero, são também chamados de Pintassilgo como o Cissops levariana ou Pintassilgo da Mata Virgem e o Nemosia guirra ou Pintassilgo da Amazônia.

Outras informações sobre os Pintassilgos podem ser obtidas no Pequeno Manual do Ornitólogo Amador, onde há um capítulo inteiro sobre estas pequenas aves da ordem dos pássaros.

Os Pintassilgos e em especial o nosso Spinus magellanicus ictericus são pássaros muito frágeis e, quando caçados, raramente resistem ao cativeiro quando são submetidos ao trato de pessoas pouco hábeis. Os pássaros não devem ser criados! Mas como sabemos que a caça aos Pintassilgos ainda é uma realidade aconselhamos aos "caçadores" que sempre libertem as fêmeas, ou todos os tipos jovens, de sexo indefinido, para melhor se preservar esta espécie. Aos machos adultos cativos se deve dedicar uma atenção toda especial, pois, raramente não morrem em cativeiro já nos primeiros dias. Entre diversas coisas a fazer se diz que a higiene das gaiolas é um fator de grande importância. O Pintassilgo deve ser mudado de gaiola a cada 15 didas, ao menos, nos 3 ou 4 primeiros meses. Neste período a alimentação deve ser à base de verduras tenras e de uma mistura de níger e alpiste. Nas primeiras semanas de cativeiro, se deve usar sulfa em diluição na água dos bebedouros, pois, ao que parece, os Pintassilgos recém-cativos morrem devido a infestação de germes e parasitos, aos quais, na natureza, podem melhor combater por processos ainda desconhecidos.


Dicas:
Não compre aves silvestres de nossa fauna se esta não possuir autorização do IBAMA.
Você pode adquirir um pintassilgo nacional legalizado através de criadouros e criadores regularizados pelo IBAMA.
Caçar aves silvestres no Brasil é crime ambiental e penalizado com multa e prisão

PATATIVA


PATATIVA
Canto melodioso e triste. O belo canto da Patativa tem tantos admiradores que, no Brasil, ele já foi citado em música, verso e prosa. Na natureza, o macho (foto) usa o canto melodioso para demarcar seu território.

Hoje, no Brasil, a maioria dos criadores de pássaros tem como objetivo a reprodução das espécies. Porém, até 1967, quando era permitido o comércio dos pássaros brasileiros e esses não eram tão raros, sendo facilmente encontráveis na natureza, os passarinheiros mantinham apenas machos, que em geral têm uma plumagem mais bonita e são bons cantores. Um dos pássaros mais procurados nessa época foi a Patativa, devido à sua beleza, ao seu porte, à sua maneira de pousar e, principalmente, devido ao seu canto.

O canto da Patativa, melodioso e triste, é tão atraente que o nome deste pássaro virou apelido de alguns cantores nordestinos. Devido a ele a Patativa já foi citada em uma música famosa de Vicente Celestino, no romance "Ubirajara", de José de Alencar, e no poema "As primaveras", de Casimiro de Abreu.

A Patativa vive nos campos, vegetações ribeirinhas e baixadas, ocorrendo também na Argentina e Paraguai. Durante o inverno, época em que vive em grupos, a Patativa é dificilmente vista, pois fica escondida realizando a troca de suas penas. A partir de setembro anda em casais, e seu canto pode ser percebido ao longe.

Entre os meses de março/abril e julho/agosto fica em baixadas úmidas e brejos, onde pode obter sementes de gramíneas. Nessa época praticamente não canta. Com a chegada da primavera, a alimentação torna-se mais rica e os machos começam a formar territórios e disputar as fêmeas para o acasalamento. Como todo os pássaros territoriais, a Patativa defende com valentia seu domínio da invasão de outra ave, da mesma espécie ou não. Os machos costumam ficar no alto das árvores cantando incessantemente para demarcar o seu espaço.

As fêmeas fazem ninho numa forquilha não muito alta, usando raízes e gramíneas para a parte externa. A parte interna é forrada de raízes mais moles e, se encontrada, crina de cavalo. O ninho tem forma de taça e a postura é de dois a três ovos.

Em cativeiro adapta-se com muita facilidade, logo se tornando uma ave mansa e dócil com o proprietário. No entanto, não é aconselhável colocar nenhum outro pássaro junto com um casal na mesma gaiola pois, para o macho, na época de reprodução, a gaiola é seu território e como tal será defendido. No caso de viveiros maiores, outros pássaros podem mexer no ninho da Patativa, ou levá-la a uma insegurança que acabará impedindo a sua reprodução. Deve-se tentar a reprodução desde setembro. A partir daí, a gaiola não deve mais ser retirada do lugar e as Patativas não devem ver mais nenhum pássaro, principalmente de sua espécie, para que seja garantida a tranqüilidade total ao casal. Se, durante o choco e o nascimento dos filhotes, o macho começar a atrapalhar a fêmea ou maltratar os filhotes, deve ser retirado da gaiola e a fêmea se incumbirá sozinha da criação da prole.

O filhote, até um ano de idade, é pardacento. Depois desse ano, se o espécime for macho, adquirirá uma cor azul-acinzentada e a fêmea continuará com a cor do filhote. Há uma variedade que ocorre em várias regiões do Brasil e mais freqüentemente no norte do Paraná, bem mais rara e de bico amarelo, o que a torna muito mais bonita e desejada.

CUIDADOS NO CATIVEIRO
Alimentação: Alpiste, painço, arroz em casca e verduras, como escarola ou couve. Para a reprodução, reforçar essa alimentação básica com uma ração feita de Neston ou farinha de rosca, adicionando-se uma colher pequena de Sustagem, Gevral ou Meritrene e uma gema de ovo cozida e amassada numa peneira. Essa ração também serve para a alimentação dos filhotes, junto com larvas de Tenébrio.
Anilhamento: Os filhotes devem ser anilhados no sexto dia de vida com o anel de 2,5cm de diâmetro.
Classificação zoológica: ordem dos Passeriformes, subordem dos Oscines, família dos emberezidas, gênero Sporophila e espécie plumbea.
Instalações: A sua criação é conseguida mesmo em gaiolas pequenas, como a gaiola nº 3, de 70cm de comprimento, 40 de altura e 30 de fundo. A gaiola deve ser colocada num local calmo, com boa claridade e sem correntes de vento. Pode-se usar o ninho de corda para Canários e, para maior proteção e segurança, deve-se camuflá-lo com folhagens artificiais.
Média de vida: De 10 a 15 anos.
Porte: 12 cm.
Reprodução: A postura é de dois a três ovos que são incubados por 13 dias. Os filhotes saem do ninho com 13 dias, e com mais ou menos 35 dias já se alimentam sozinhos e devem ser separados dos pais.
Saúde: Pássaro de fácil criação em cativeiro e bastante resistente, dificilmente contrai doenças. Porém, para evitar problemas, convém mantê-lo longe de correntes de ar com as instalações sempre limpas - trocar a água de banho e de beber diariamente e não usar sabão para limpar os vasilhames

TICO TICO






Reprodução Tico-tico
(Zonotrichia capensis)
Família Fringillidae



Caracterização
Mede 15 cm. Tem um pequeno topete com desenho estriado na cabeça, um colar ferrugíneo e garganta branca. É um dos pássaros mais populares e estimados no Brasil este-meridional.


Habitat
Habita paisagens abertas, campos de cultura, fazendas, jardins, até em pátios e coberturas ajardinados.


Distribuição
É abundante em clima temperado, como nas montanhas do Sudeste, até nos seus cumes mais altos, expostos a ventos fortes e frios; o habitat apropriado do tico-tico aumenta constantemente pelo desmatamento e drenagem, o pássaro torna-se facilmente sinantropo; penetra até nas cidades quando há ajardinamento suficiente. Ocorre do México, América Central, maior parte da América do Sul até a Terra do Fogo, com muitas lacunas. Está em todos lugares do Brasil, menos nas densas e úmidas áreas florestais, especialmente na Amazônia.


Hábitos
Entre os traços interessantes do seu comportamento figura a técnica de esgravatar alimento no solo por meio de pequenos pulos. Para removerem a camada superficial de folhas ou terra solta que recubra o alimento (sementes, artrópodes etc): perscrutando o terreno à sua frente pulam até 4 vezes consecutivas verticalmente sem alterar a posição das pernas e esgravatando o chão com ambos os pés sincronizadamente jogando para trás o material impeditivo. A tendência de executar tal movimento pelo tico-tico é tão forte que mesmo quando come algo sobre uma lage de cimento limpo ou num quintal pula da mesma forma.


Alimentação
É granívora, uma especialização considerada como uma evolução recente. Nota-se, ao mesmo tempo, uma sensibilidade reduzida em relação à sensação de amargo (nos padrões humanos), adaptação vantajosa para o consumo de sementes que são, muitas vezes, extremamente amargas.


Reprodução
Durante a reprodução vivem estritamente aos casais sendo extremamente fiéis a um território, que o macho defende energicamente contra a aproximação de outros machos de sua espécie. Tornam-se assim fáceis vítimas de caçadores.
O ninho é uma tigela aberta e rala, feito de capim seco e raízes. A fêmea bota de dois a cinco ovos, que são de campo esverdeado com uma coroa de salpicos avermelhados no pólo obtuso.

Os tico-tico jovens estabelecem territórios entre o 5º e o 11º mês de vida.

Sofrem pesadas perdas de sua própria prole, pois o Chopim é uma ave parasita que retira os ovos do ninho do tico-tico e põe os seus. A pressão exercida chega a ser tão grande que, em certos locais, o tico-tico é eliminado.



Manifestações sonoras
Canto noturno e canto de susto: ao cair a noite emite um canto diferente, forte, caracterizado por prolongamento e acentuação das últimas notas, como: "hü, djü, djü ziü-ziü-ziü". O canto noturno causa impressão tão diferente do canto diurno que o leigo no assunto pode tomá-lo por vocalizaçõa de outra espécie de pássaro. O canto noturno ocorre de dia em situação de extremo susto, sendo produzido uma vez só, com todo o vigor.


Caça
A família Fringillidae é a mais procurada pelo comércio clandestino de aves silvestres.

SANHAÇO FRADE




SANHAÇO FRADE

O Pássaro:

Nome comum:
SANHAÇO FRADE, Azulão da Serra, Cabeça de velha.

Nome científico: Stephanophorus diadematus

Região onde é encontrado:
Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Mede 19,0 cm de comprimento e pesa 41,5g (macho).

Possui um canto melodioso, variado, lembrando o canto do Azulão.

Habitante notável das florestas montanhosas do sudeste e sul, o sanhaço-frade se destaca nas árvores secas, comumente cobertas por epifitas , dos espigões desolados, de onde sua vistosa plumagem azul contrasta com os vales cobertos de neblina que gradativamente se eleva dos grotões mais profundos, encobrindo por fim toda a paisagem.

Este pássaro pode ser visto com frequência em casais ou pequenos grupos familiares, voando entre as copas das arvores altaneiras à procura de pequenos frutos em companhia de outros frugívoros de altitude, como o sanhaço de encontro azul (Azure - shouldered Tanager) (Thraupis cyanoptera) e o Tiê - tinga (Magpie tanager) (Cissops leveriana).

Na criação em cativeiro o filhote deve ser anilhado no mínimo aos 3 dias e no máximo 5 dias após seu nascimento. Segundo tabela de anilhamento IN 01/03 IBAMA a anilha utilizada é a de Diâmetro 3,0.
Para cada matriz (casal) o criador poderá solicitar no máximo até 6 anilhas por temporada.

(Ver tabela de anilhamento IN 01/03 IBAMA. )

Alimentação:

Pássaro Frugívoro, Insetívoro.
Frutas: maçã, mamão, laranja, goiaba, caqui, banana e frutas de época.
Legumes: cenoura ou beterraba.
Verduras: escarola, serralha, couve.
Agua limpa e fresca, de preferência filtrada.

18/03/2009

CANARIO DA TERRA


Canário-da-terra: Beleza no canto e nas cores
Mutações em canário-da-terra (Sicalis flaveola) é assunto novo, ainda em evolução. Como essas mutações não foram padronizadas e nem

Mutação Amarelo ...............


regulamentadas, ainda perdura muita desinformação a respeito, especialmente quanto aos nomes e as descrições dos pássaros mutantes.
Como 1º Diretor Técnico de Criação de Canário-da-Terra da CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DE PASSAROS NATIVOS - COBRAP estou me propondo a dar início a uma regulamentação que possa uniformizar as diversas mutações que já surgiram. Este, portanto, será um marco inicial.
Muita gente sabe que os animais evoluem para melhor se adaptar. Durante essa evolução ocorrem mudanças e alterações no DNA. Assim, pode-se definir mutação como qualquer alteração ou modificação permanente do DNA. A nós ornitófilos o que interessa são as mutações que transformam, alteram ou mudam a coloração e os desenhos originais das penas dos pássaros silvestres, já que, ocorrendo a mutação, as tonalidades e os desenhos passam a apresentar diferenciações dos seus ancestrais nativos.
Minhas vivências pessoais, com as mutações no canário-da-terra, tiveram início há mais de 35 anos atrás, quando, na década de l966/67, pela primeira vez, pude ver e admirar alguns canário-da-terra mutantes, na coleção do meu grande amigo NELSON MACHADO KAWALL. Ele possuía quase duas dezenas de canários-da-terra (Sicalis flaveola brasiliensis) mutação canela e um fêmea lutina (amarela de olhos vermelhos). No Rio de Janeiro, um outro meu amigo, MARIO VENTURA, também possuía um macho lutino.

............ Mutação Canela

Segundo informação do referido Nelson Kawall a primeira mutação a surgir em canário-da-terra foi a canela. Depois, por volta de 1975, o Nelson vendeu sua bela e rara coleção de pássaros mutantes a um outro meu amigo, o ENNIO DE ARAÚJO FLECHA, que foi Presidente da SOB - Sociedade Ornitológica Bandeirante. O Flecha, durante muitos anos, criou dezenas de mutações de vários pássaros nativos brasileiros. Posteriormente, também vi no aviário do Dr. TRAMUJAS, médico em Curitiba, outros exemplares mutantes de canário-da-terra.
Naquela ocasião, se não me falha a memória, as mutações existentes eram de pássaros canelas, os dois lutinos já referidos, os amarelos de olho preto (alguns ainda apresentando suaves marcações melânicas nas costas, asas e rabadilhas) e canários-da-terra manchados, com variados tons de amarelo e negro, os chamados arlequins, alguns que não eram verdadeiras mutações, mas pássaros que apresentavam manchas e pintas de cores diversas, resultantes de deficiências ou mudanças de hábitos alimentares.
Posteriormente, apareceram uns canários amarelos de uma cor chamada de "flor-de-milho", com poucas penas negras, originários do Ceará, que eram muito disputados por colecionadores, mas a mutação (se é que era mutação) não foi fixada. Existiam, também, na época, uns canários-da-terra (Sicalis flaveola pelzelni) com uma coloração diversificada, que vinham do Mato Grosso do Sul, chamados de cinza cor-de-palha, cuja coloração era um cinza claro amarelado. A plumagem de fundo era amarelada. Essa novidade também, segundo me consta, não foi fixada.
Daí para frente, me interessei por esses tipos de pássaros de cores diferentes das normais.
Depois, mais recentemente, surgiram as mutações ágata, as isabelinas e opalinas.
Quanto as pseudo ou verdadeiras mutações arlequins, ainda pairam dúvidas se elas são, de fato, mutações autênticas, ou não, isto é, se podem ser transmitir e ser fixadas, já que inexistem relatos fiéis de pássaros nascidos de cruzamentos arlequim X arlequim terem resultado filhos manchados iguais ou um pouco assemelhativos aos pais. Das minhas experiências, ainda não tenho uma opinião formada. Em rolinhas caldo-de-feijão esse tipo de variação cromática jamais se fixou.

Mutação Opalina ................

Como o canário-da-terra só agora, a partir da década de 1975, vem sendo criado adequadamente em regime de domesticidade (a criação doméstica começou a ser incrementada com regularidade somente após a década de 1990), existem raros e esparsos relatos de mutações nesta espécie de pássaro. Este assunto está ainda embrionário na ornitofilia brasileira. Muitos passarinheiros nem sabem que existem mutações em canário-da-terra. Até hoje, minguadas confirmações técnicas e fontes seguras das reais mutações que já apareceram podem ter confirmação de sua existência e fixação genética. A razão é simples: muitos poucos criadores abnegados puderam concentrar seus esforços neste capítulo apaixonante da história deste nosso pássaro, um dos mais estimados pelo povo brasileiro. Acredito, entretanto, que as mutações já existentes serão fixadas, o número de exemplares mutantes aumentará e diversos criadores irão partir velozmente para criar, visando obter novas mutações, como aconteceu com o canário de cor.
............ Canário da Terra


Esta carência de informação, todavia, não acontece com o Serinus canarius. Segundo consta dos manuais de canaricultura, o referido pássaro, originário das Ilhas Canárias, o popularmente conhecido canário doméstico, canário-do-reino, canário-belga, roller ou de cor, vem sendo criado pelo homem há mais de 500 anos.
Durante este longevo período, centenas de mutações de cores surgiram, foram fixadas e transmitidas ao longo dos anos. Hoje, o número de cores novas (diferentes do tipo normal silvestre) já ultrapassa quatrocentas. Este detalhe é importante, na medida em que induz os criadores a buscar o aperfeiçoamento, melhorar o que existe e chamar a atenção do grande público para a canaricultura de cor. O canário selvagem, primitivo, em face da contínua seleção e aprimoramento genético realizado pelos criadores, foi, aos poucos, sendo alterado, inclusive no seu tamanho, porte e cores originais.
Toda esta diversidade de formas e mutações de cores, com certeza, também ocorrerão com o nosso canário-da-terra. Penso que, em futuro não muito longínquo, iremos ter um canário-da-terra totalmente vermelho, um totalmente branco, um mutante pastel, um topázio e assim por diante, como acorre com o Serinus.
Nestes últimos trinta e cinco anos, as mutações que podem ser citadas e que já ocorreram em canário-da-terra são: canela, lutina, arlequim, amarela, ágata, isabel e opalina.

Crônic

De acordo com Helmut Sick a América do Sul é o continente das aves. O número de espécies residentes neste ultrapassa a ordem de dois mil seiscentos e quarenta e cinco. Se considerarmos as visitantes, chegamos a cerca de duas mil novecentas e vinte espécies (Meyer de Schauensee 1970). Nenhuma outra região do planeta possui uma diversidade como essa, sendo que esse número corresponde a quase um terço das espécies atuais. Destaca-se também a beleza desse grupo, no qual a variedade de formas e de cores


chama a atenção. Uma dentre essas muitas espécies é o Canário-da-terra-verdadeiro, Sicalis flaveola, conhecida por sua vocalização e pela cor característica do macho: amarelo vivo e alaranjado na região do píleo anterior.

Pertencente a ordem dos Passeriformes, subordem Oscines e família Emberizidae, Sicalis flaveola é conhecido como “Canário da Horta” e “Canário da Telha” em Santa Catarina, “Canário do chão” na Bahia ou de uma maneira geral “Canário-da-terra”. Pode ser encontrados da região do Maranhão até o Rio Grande do Sul, abrangendo a região do Pantanal e também as ilhas de São Paulo e Rio de Janeiro. Reaparecem ao norte da Amazônia, das Guianas à Colômbia. Essa família é oriunda do Novo Mundo, são Panamericanos, distribuídos da Groenlândia à Terra do fogo. Existem evidências fósseis desses animais do Pleistoceno (há cem mil anos atrás) e do Plioceno (há dez milhões de anos atrás), encontrados na região da Flórida. Os Emberizidae são os únicos Passeriformes americanos que colonizaram o Velho Mundo, em escala reduzida.

As excepcionais qualidades canoras dessas espécies as tornam muito disputadas por brasileiros e todas as regiões do país. A vocalização pode variar de sons muito fortes, por exemplo, em espécies como o curió, bicudo, azulão e trinca-ferros, a sons mais suaves, como o do coleirinho. Quando um macho encontra com outro da mesma espécie, passa do seu costumeiro canto territorial para um mais diverso, demonstrando sua agressividade (“canto de briga”). O macho de Sicalis flaveola possui um canto de madrugada territorial, extenso, áspero, fraseado sendo bem diferente do canto diurno. Este empoleira e começa a vocalizar no escuro e continua durante todo o crepúsculo, sem a menor interrupção.

O Canário-da-terra costuma correr o solo atrás de sementes. Ao contrário de outras espécies pertencentes ao mesmo gênero, ele pode nidificar em buracos, inclusive ocupar ninhos de outras espécies. Ele é tão plástico nesse ponto, que consegue nidificar em uma caveira de boi ou em um vão de telha em alguma casa (por isso o nome “Canário da Telha”). Aceitam caixinhas de bambu perfuradas e até podem se instalar em densas plantas epífitas. Porém sempre fazem, no espaço disponível, uma cestinha confortável.

Infelizmente, por alguns machos possuírem uma índole muito agressiva, há quem os use como “canários de briga”, uma analogia aos conhecidos “galos de briga”. Os animais são colocados em uma gaiola especialmente grande. A briga pode durar cerca de meia hora. O final acontece quando um dos machos foge ou tomba ferido.

Sicalis flaveola é uma espécie muito conhecida e bastante estudada. Entender o comportamento desses canários e a sua inteligência peculiar, tem sido de grande importância para futuros estudos comportamentais em outros animais.